The Pluie - 1234 (k7 release) cópia

Música boa pra se ouvir todos os dias, principalmente em dias de chuva , tomando café e conversando com os amigos como o prórpio nome ja sujere , estou falando do The Pluie, oriunda de uberlândia( minas geais) , um projeto digamos relativamente novo mas que já mostra muita personalidade.
Eu tive uma conversa bem legal com o Lucas Vasconcelos  um dos integrantes que falou tudo e mais um pouco sobre a banda e seus demais projetos .Confira

The Pluie , como já de costume , pra galera se familiarizar e conhecer, a pergunta clássica ,como surgiu a idéia de montar um projeto como esse ?

Lucas – O pluie surgiu quando ainda havia o fadiga e a gente
estava produzindo o davigalax. Desde o início da banda
gravamos com o Cheba e do tempo que a gente passava junto
mixando as músicas, a gente conversava bastante sobre tudo.
eu e meu irmão íamos lá pra mixar e de quebra ficávamos
tomando café e conversando e conversando, coisa que nunca
acontecia em uma banda,raramente havia comunicação ou uma
idéia em comum, mas pessoas criando e emitindo sons
aleatórios que no final das contas, criavam algo divertido.
Enfim, era legal saber que voce conseguia pensar “igual” a
mais duas pessoas, era mais fácil. até que numa das mixagens
a gente decidiu que seria legal juntar pra fazer algo. aí
ficamos eu, o Bruno e o Cheba.

Bom ,depois desses dias de conversas e cafés , você ja tinha uma idéia de como seria a sonoridade , até porque com dois eps lançados…os dois seguem uma linha um tanto diferente se podemos dizer assim.
como foi o todo esse processo de criação e composição?

Lucas – ah, foi bem estranho. até hoje é, mas de uma maneira
diferente .Naquela época acho que nós três estávamos escutando bastante
post rock, músicas mais tranquilas, aí acabamos começando por
aí. era difícil começar com algo diferente até porque a gente
nem sabia o que fazer, nunca tínhamos tocado junto, pelo
menos com o Cheba. então a primeira música “chão gelado” saiu
beeem post rockzinho mesmo. aí usávamos trompete, escaleta e
os outros instrumentos tradicionais continuamos compondo e
tentando chegar em algo mais nosso,acho que “entre nós” e
“machinha envelhecida” são um pouco mais autenticas que a
primeira. enfim, começou assim.
A gente tentava simplificar ao máximo, coisa que era dificíl
pra quem não conseguia ficar sem inventar uma única parte no
fadiga, sempre querendo preencher o que não precisava ser
preenchido.
tá, acho que o mais interessante era que a gente fazia as
músicas, tocava umas 3 vezes ela inteira até todo mundo ter
memorizado as partes certinhas e gravava. não lembro bem mas
acho que a gente criava os vocais depois de gravado o
instrumental. e foi sendo assim, criando, gravando e
esquecendo o que tinha feito hahaha era bom que não dava
tempo de enjoar das músicas.

Pra quem ouve o ep azul e depois ouve o 1234 nota-se talvez uma discreta mudança, até mesmo na forma desprentenciosa nas composições das musicas e até mesmo na sonoridade e a troca em alguns instrumentos ,que não são tão convencionais assim, como você vê isso, e de que forma isso ocorreu?

lucas -a banda vive apenas nas férias ou em tempos de calma,
pra nunca cansar demais, nunca se parecer com uma banda, não
ficar chato.então, pra falar a verdade eu não sei muito bem o que se
sucedeu pra virar o que virou. sempre foi importante entender
o que a gente tava fazendo. conversar bem antes pra saber o
que fazer, o que cada um queria fazer. depois do “azul”, a
gente chamou um amigo pra tocar bateria. tentamos seguir a
mesma linha do primeiro ep e fizemos mais 4 músicas. massa.
aí eu disse pro Bruno:
“fi, não sei bem se eu to gostando.. sei lá. vamo conversar
com o Cheba”. então num sábado a gente foi lá pra casa do
Cheba e conversamos sobre isso. aí decidímos jogar todas as
músicas Pós-azul fora. “e agora?”, “ah, eu tenho uma música”.

animada, bem diferente do que a gente tava fazendo

e depois das 3 notinhas assim a gente já sabia que era aquilo
hahaha aí queríamos fazer dessa vez mais simples ainda. tá, o
bruno tava na guitarra, o cheba no violão e eu lá de boa. aí
o bruno surgiu com a letra sei lá de onde e a gente começou a
encaixar, frase por frase, da maneira que agradasse todos,
cada um criando uma partezinha, enfeitando outra, falando pra
parar de enfeitar
e pareceu que cada frase fazia sentido e a música terminou
assim com talvez dois minutos e não precisava de mais
a gente achou melhor largar o trompete, a escaleta, o baixo,
a bateria. queríamos voltar a ser três, voltar a conversar
sobre o que fazer e era assim que dava certo. um outro dia eu
deitei o bumbo e ficou legal. aí o bruno fez a mesma notinha
umas casas abaixo do B (si) e começamos “minhas roupas”. o
refrão tava treta de criar, nada parecia ser melhor que o
início.
ai ficamos matutando um tempão e aí eu vim com uma idéia e
migrei pra guitarra, aí depois veio “ano que vem” e depois

“faz mal” e cada vez mais a gente sentia que era aquilo que devia ser.
as letras cresceram um pouco e a gente começou a dar bem mais valor na criaçao dos vocais em conjunto. acho que o 1234 é mais ou menos isso. a gravaçao ja foi mais engraçada hahaha
tá, acabei a resposta agora.

Depois desse processo todo , você acredita que o Pluie se consolidou mostrando uma identidade no ep 1234 tanto nas composições agora um tanto coletivas e até nas apresentações? eu cheguei a ver alguns videos desde o primeiro show , e outro , em um local  “barlanchonete” me corrige ae sobre o local (risos),no qual vocês ja estão desprovido daquela formação , batera  ,baixo e guita.ja utilizando apenas o bumbo como marcação e o pessoal em volta, alá roda de violão.
explica um pouco disso
obs ;(só não responde do teatro que tenho uma especial pra ela)rs

lucas – creio que sim, acho que a gente chegou num resultado
que agradou todo mundo e que talvez nao tivesse mais porque
mudar radicalmente como do “azul” pro “1234”. até a idéia era
chamar 1234 pra ter um 5678 depois. mas nem vai ter hahaha
nossa, o lance de tocar ao vivo foi bem… ah… refrescante
hahahaha sei lá que palavra usar. o primeiro show foi beem
desgastante, carregar muito equipamento, pensar demais pra
tocar. isso ainda com as músicas do primeiro ep. o segundo
show foi esse do barlanchonete (hahaha),
foi o primeiro do 1234 e a gente nao sabia muito o que
fazer, se amplificar ou nao. na verdade aquilo é uma casa de
show aqui, mas é a parte da frente e a gente não queria tocar
lá no palco, lá no fundo, no escuro com as luzes piscando. aí
achamos que seria melhor tocar na frente, e realmente foi bem
mais divertido.
a gente pensou que, por ser num lugar mais tranquilo, seria
legal tocar como se fosse em casa, sem microfones, mas acabou
que foi uma tentativa meio fracassada porque a galera começou
a conversar muito escorada no balcão hahaha foi meio ruim
nesse aspecto.
mas teve gente que fez silêncio, entendeu um pouco da idéia,
não quis gastar R$3,00 pra comprar os k7 das duas demos mas
foi bem melhor que o primeiro show hahaha
então só posso falar isso já que só há três shows, eu falei
de dois e o outro voce tá fazendo suspense hahaha .

Uberlândia , Minas gerais terra de bandas legais e criativas…você disse acima que uma galera ficava meio dispersa em relação a apresentação da banda, agente sabe que nesse meio independente , underground  rola uma diversidade grande e o Pluie é uma delas,como você acha que a galera reage em relação a isso, as vezes aparece no show esperando aquele ambiente tradicional , e se depara com isso, voce acha que esse choque que acontece, como é lidado pelos jovens dae?

Lucas – nossa, essas perguntas mais sérias me apertam um
pouco mais hahaha acho natural acontecer isso. vai muito de
onde é o show. no caso desse no barlanchonete, era um show de
hardcore, discussôes sobre veganismo, o papel da mulher no
hardcore e coisa do tipo. é bem nada a ver com a gente mas o
convite foi feito e a gente foi tocar
muita gente não prestou atenção, alguns prestaram um pouco e
decidiram que seria mais legal não prestar mais, uns poucos
gostaram e foi legal.

Essa galera que está chegando agora conhecendo tudo isso e até mesmo pra quem já está , digamos na famosa “cena” ainda falta um pouco mais de informação, sobre alguns assuntos?

lucas – eu acho que o hardcore sempre foi um ótimo meio pra se
conhecer outras coisas. uns descobrem nas letras o gosto pela
literatura, outros se espelham em integrantes de bandas e
adotam a mesma postura (sxe, vegetariano, cristão) e de uma
maneira ou outra isso pode beneficiar a pessoa. acho que tudo
válido.
acaba que voce vai treinando seu ouvido e escutando coisas
novas e gostando do que voce nao gostava e pesquisa e cansa
de conhecer coisa nova, etc. mas, é necessário um primeiro
contato. e talvez esse primeiro contato pode ser ver a gente
tocar um bumbo no chao e cantando sem microfones num show que
voce esperava pogar e dar uns stage dive.
acho que informação é o que mais tem, informação demais pra
filtrar e aproveitar.

De um show de Hardcore com pessoas se distraindo no balcão para o teatro Rondon Pacheco, como isso?  como foi tocar em um teatro com o Pluie ,você esperava ou almejava tocar em alguns lugares assim ? explica pra gente um pouco como foi essa apresentação.

lucas -ah foi bem legal. ia rolar esse festival. esse show era
numa quarta feira e fazia parte de uma rotina de uns 4 dias
de festival. umas discussoes, uns shows na mesma casa de show
do barlanchonete e esse determinado show no teatro! que a
gente tava bem afim de tocar.
a idéia de tocar em um lugar assim já leva a crer que as
pessoas que estão ali, estão realmente interessadas em
escutar, sentadinhas, confortáveis e comportadas, atentas pra
digerir o que vier, mesmo que seja indigesto por uns dias.
mas é um público diferente, talvez até as mesmas pessoas de
antes, mas já que é um teatro, fazer silêncio e prestar
atenção é mais natural e menos doloroso.
ah, eu e o bruno ficamos pensando por uns dias no caminho
pra escola, em casa, indo comprar Coca-cola e pão na
mercearia sobre coisas que a gente podia fazer pra deixar o
show mais cênico.
a gente sempre quis fazer algo como uniformizar a banda,
tentamos no fadiga umas vezes mas sem sucesso hahaha mas
parece que as músicas e a proposta do 1234 davam brecha pra
muita coisa, muita idéia que surgia e não parecia forçada.
“vamos usar calça preta e camiseta branca!”, “vamos”. mas
falta alguma coisa, a gente não é um bando de garçom. aí o
bruno deu a idéia do bigode! hahaha

aí foi bem expontâneo, divertido. bigodes de caneta. ah sim!
primeiramente surgiu a idéia de fazermos um coral, chamar
pessoas que gostavam das músicas e sabiam as letras, pra
cantar com a gente no palco. isso foi um problema já que
poucas pessoas realmente gostaram do 1234, dessas poucas,
raras eram as que conseguiam entender o que se cantava e
sabiam cantar junto.

A idéia sobre a parte cênica tem a ver com a letra da música “minhas roupas” ?

lucas – ah… não hahahaha mas se voce conseguiu achar uma
ligação com a letra da música, serve muito bem pra eu
responder numa próxima entrevista hahaha a idéia mesmo era
homogeneizar a banda, dar uma cara mais legal no palco, mais
chamativo, mais divertido.
no fim das contas a gente conseguiu 4 pessoas pro coral!
hahahaha dessas, acredito que uma sabia todas as músicas e as
outras três sabiam algumas, uns refrôes. antes das cortinas
abrirem a gente combinou umas palmas em alguns lugares e tal.
foi legal.
antes de ir pro teatro a gente fez umas 3 garrafas de café
aqui em casa, levamos um monte de canequinhas e ficamos
tomando enquanto pintávamos os bigodes. aí tomamos tudo,
sujamos as camisetas de café (nao sei se dá pra ver nos
videos), mas foi muito legal.
depois do show todo mundo que tocou gostou bastante, pra mim
foi um dos melhores shows que eu ja fiz em termos do que eu
me diverti enquanto tocava

voces foram convidados ?

lucas – é.. acho que a gente foi convidado. o lacunas ia tocar
também, aí tivemos a idéia de fazer um aglomerado. o lacunas
tocando com o pluie e o pluie tocando com o lacunas. mas
acabou que no primeiro e ultimo ensaio antes do show com as
duas bandas, as coisas nao fluíram e a única coisa mais
decidida foi que o buca (lacunas/umnavio) e o poeta
(lacunas/pluie) iriam cantar no show do pluie.
aconteceram uns imprevistos na hora e acabou que o lacunas
não tocou e a banda meio que acabou. depois dali, só
adiantando um pouco, a gente chamou o poeta pro pluie. um
pouquinho mais depois, rolou o split com o lacunas.

Aproveitando que você comentou dos outros projetos que faz parte junto com os demais amigos, fala um pouco sobre o selo “Cheder Records”, no qual todos essas e mais algumas outras bandas estão envolvidas e inseridas.

lucas – ah, acho que o que pode se falar é que o selo, se é que
pose se chamar de selo, segue um pouco a proposta das bandas
dele, como a idéia de ser do pluie. ser pra ser. da música
pela música, da amizade, daquilo que te traz felicidade. tem
um textinho lá no canto direito do site que fala um pouco
sobre o selo.
a proposta era organizar, “cultivar o que sobrou do fluxo”,
o texto é legal.
acaba que as bandas e os integrantes nelas são uma bagunça
que fica até sem graça quando decide juntar hahaha
a idéia era pegar tudo que foi produzido lá no estudio do
cheba, tudo que a gente considerava legal e juntar num lugar
pra que aqueles que gostassem de algo, fossem levados a
conhecer as demais bandas pelo simples fato de que se ali
haveria duas bandas legais, a terceira poderia tambem ser,
assim como a quarta, a quinta talvez não, mas a sexta sim.
depois de um tempo a gente quis dar um ajeitada no site,
convidamos os meninos do 19/10 (que no caso o bruno do
pluie/fadiga também faz parte e é um exemplo que eu citaria
de alguém que encontrou no hardcore o gostou pela leitura)
pra fazer parte do site, incrementar com algo mais que
música. a gente tá com umas idéias pra colocar no site,
sempre ter algo legal pra postar. coisas do tipo.

Sobre o nome Pluie , se não me engano significa Chuva em francês é isso?…como surgiu a idéia de batizar a banda com esse nome?

lucas -sim, significa chuva sim. foi um nome que a gente achou
que soava bem, tinha um significado legal. no final ele
reflete bem o que a banda tenta ser.

Bom queria agradecer muito a familia cheder records ao Pluie e a você Lucas pela entrevista , gostei demais, o espaço está aberto pra vocês sempre ae, e fique a vontade pra já adiantar algo novo pra galera que acompanha o blog sobre o Pluie e os demais projetos que estão por vir.

lucas – então, nesse último fim de semana que passou, a gente
foi pra um rancho compor e gravar um terceiro ep. surgiu a
ideia de fazer desse trabalho um split com o lacunas.
inicialmente cada um tocaria 4 musicas. mas foi tão cansativo
que nada a gente não dava conta mais de inventar nada então
fizemos 3 músicas de cada banda e 1 em conjunto.
o processo todo foi filmado então em breve deve ter umas
coisas bem divertidas pra se ver. quem tiver interesse fica
ligado lá na comunidade do pluie, do lacunas, da
chederrecords e também no twitter da chedderrecords, que
quando sair vai ter algo falando por lá.
é isso, acho que o trabalho novo tá bem legal, segue o 1234,
com um integrante a mais, mais passarinhos no fundo, vento
batendo no microfone e essas coisas boas da vida.

Queria agradecer pela atenção de sempre com a banda, acho que a entrevista vai ficar meio cansativa pelo tanto de informaçao inutil que eu passei hahaha
mas achei muito legal! espero que o pessoal acesse o blog,
queria agradecer pelo carinho e pela vontade de conhecer um pouco mais. é uma felicidade e um prazer participar dessa entrevista.
façam de coração, façam pela amizade, por aquilo que sente. e se em algum momento voce simplesmente nao sentir mais, seja sincero o bastante pra admitir que é hora de parar um pouco e
procurar algo que te dá prazer =)

pluiefoto

Links Relacionados –

http://www.myspace.com/thepluie

http://chederrecords.com

http://thepluie.wordpress.com

Comunidade orkut Pluie

Pra você que se interessou ,quer ouvir e baixar

além dos caras disponibilizarem  em seus sites

fica aqui também na nossa página também os dois eps ” azul ” e ” 1234″

Ep – azul – download

Ep – 1234 -download

Video The Pluie no teatro Rondon Pacheco

Por Diego Max

Anúncios